Assim como esse, acompanhei alguns outros lançamentos de investimentos do governo Britto e registro uma frase a qual ele sempre recorria com firmeza: “Jamais anunciarei uma obra se não tiver o dinheiro depositado para ela”. Mas não é apenas pelo seu aguçado tino de marketing de palanque que formei a opinião de que Antônio Britto de fato concluiria a 350 caso vencesse. Britto sonhava alto. Dos pampas mirava o Cerrado, para onde pretendia ir caso seus próximos quatro anos fossem perfeitos no Piratini.
Aliás, entre os dois governos existem muitas semelhanças e também gritantes diferenças. De igual, a polêmica, as emoções, a marca. Assim como Britto, por sua personalidade, Yeda vai ao limite. Um erro jamais poderá ser associado à omissão. Se do ponto de vista político isso é bom, as urnas é que respondem. Já em relação às diferenças, elas podem serem resumidas assim: Britto fez um governo dinâmico, cuja visão de horizonte enchia os olhos dos torcedores do desenvolvimento. E a transposição de dinheiro do setor privado na venda das estatais dava suporte a isso.
Já Yeda não vendeu nada, poupou, puxou daqui e dali, arrumou briga e conseguiu emparelhar o caixa, fazendo uma reserva financeira enxuta, é verdade, mas providencial para deixar a marca de sua gestão Isso sem falar nos cenários econômicos mundiais desta e daquela época - amplamente favorável ao primeiro. Se a empoeirada e barrenta estrada de Arambaré começar a receber pavimento, esse será o fato mais relevante da história da Costa Doce desde o asfaltamento da BR-116. Sobre seus benefícios é redundante nomeá-los. Torcida não faltará à governadora.





























