segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

NÃO PRECISAVA ISSO, SENHOR GOVERNADOR

Por Alex Soares
Nem governador, nem o ministro da Agricultura prestigiaram a tradicional solenidade que simboliza o corte dos primeiros cachos de arroz da nova safra orizícola gaúcha e brasileira. Perderam. Lá veriam um manancial organizado, que funciona de forma permanente e altiva, tendo como principal fim abastecer a nacionalidade com um dos seus alimentos mais essenciais. Perderam de ver também uma multidão que vive a partir desta atividade, plantando ou não.  São muitos CNPJs de indústrias, comércios e serviços envolvidos. São profissionais que garantem o sustento dos seus a partir da produção de arroz.  Gente que não se beneficia de programas sociais dos seus governos. Bolsas? Somente as usadas para levar as ferramentas que ajustam os equipamentos da lavoura.
Sartori e Blairo perderam de ver o brilho nos olhos dos lavoureiros que ali foram, de conhecer mais eles e suas expectativas que se renovam à cada ano, às vésperas de serem remunerados pelos seus plantios. Era para ser diferente, mas nem o atual ministro, nem o governador, tampouco os seus antecessores criaram algo que garanta ao agricultor brasileiro um fechamento de contas que ao menos faça com que ele não fique no vermelho.
A ausência do ministro Blairo Maggi até se entende, afinal ele tem um país para atender, mas um governador não ir ao principal evento de uma atividade que gera R$ 300 milhões de impostos anuais ao seu estado, é no mínimo faltar com uma obrigação. Nos bastidores, era nítido o constrangimento dos homens do governo que trabalham com o agro. Sem sucesso, tentavam justificar a troca do compromisso de Cachoeirinha por um em Flores da Cunha, na Serra. A opção pelo "Mostra Flores", um evento municipal, foi entendida como um recado, uma represália aos que vêm lhe criticando pela falta de uma atitude positiva em relação ao Instituto Riograndense do Arroz, que vêm se definhando tecnicamente em razão da defasagem salarial dos seus profissionais. Insatisfeitos, migram para iniciativa privada, que paga melhor. Em 2016, o Irga perdeu cinco agrônomos pesquisadores, 30 técnicos e dezenas de extensionistas.
Perdeu o governador, no sábado, uma preciosa oportunidade de passar bons momentos em meio a protagonistas do “Rio Grande que dá certo”, como ele gosta de dizer.
Como se diz no interior, Sartori (e faça-se justiça: seus últimos antecessores também o fizeram) dá uma de leitão para mamar deitado com o Irga. Acontece que os salários do Irga, assim como sua manutenção, são pagos pelos próprios arrozeiros, através do recolhimento da CDO - Contribuição de Defesa da Orizicultura -, taxa criada por força de lei em 1968 para fomentar a pesquisa. Para cada de saco de 50 quilos colhido, o Irga recebe 18,83 Ufirs, o equivalente hoje a R$ 0,60. Até ai funciona bem. O problema é que dos R$ 100 milhões produzidos pela CDO - escoados para o caixa único do Estado - retornam para o Irga apenas R$ 60 milhões. A isso costuma-se dar o nome de desvio - no mínimo de finalidade de recursos. Ou tem outro nome que tipifique a prática?
Teria José Ivo Sartori receio de ser cobrado de forma mais contundente em Cachoeirinha? Talvez fosse, mas achincalhado, como o é por outros grupos, jamais. O povo arrozeiro é de paz e consome mesmo suas energias fazendo força nas granjas. Nenhuma manifestação estava armada e não se viu nenhuma faixa de protesto na Estação Experimental. Perdeu o governador, no sábado, uma preciosa oportunidade de passar bons momentos em meio a protagonistas do “Rio Grande que dá certo”, como ele gosta de dizer. Verdade que no seu discurso, ele também poderia pedir desculpas pelo que não está fazendo pelo setor. E mais: agradecer por tudo que a engrenagem arrozeira significa. Mas não, o 38º governador gaúcho do período republicano preteriu o arroz, optando pelas flores na manhã de sábado. Talvez, pelo menos aos finais de semana, Sartori queira fantasiar um Estado surfando num mar de rosas. Vai saber!
Mas pensando bem, Vossa Excelência deve ou não ir onde bem entender. Mas façamos assim: apenas promova a devolução dos valores que são do Irga de direito e cada um segue o seu destino.   




E num futuro bem próximo...


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

É FÁCIL CULPAR OS OUTROS

 Por Nelson Egon Geiger/Advogado 

Na sua coluna diária publicada em ZH o jornalista David Coimbra não raras vezes trás assuntos sensacionais. Especialmente quando trata de política. Desta forma na sua coluna da ZH do dia 06 de fevereiro (pág. 55), ele estabelece aplauso ao povo brasileiro.

            Na ocasião aproveitou par traçar um paralelo dos protestos que, às vezes, vão para a rua movimentando milhões de brasileiros. Alerta que isso já cansou. E que não tem que se protesta por tudo e toda hora. Finalmente alertou que os passados protestos foram às ruas por causa do PT. Que foi o PT quem criou a situação em que se encontra o Brasil hoje.

            Em verdade situações como aquela em que se encontra o Estado do Espírito Santo e, principalmente, sua capital, Vitória decorrem dos desatinos administrativos e corruptos que foram feitos no País por LULA e sua “troupe” de assaltantes do erário público. Emanado dele, como Presidente, e de seus amigos intelectuais da esquerda corrupta, podre, populista e desatinada que era chefiada por José Dirceu, Genoino, Palocci, Vaccari Neto e outros tantos. Aos quais se somaram não se pode deixar de reconhecer, outros assaltantes do tesouro de vários partidos: PMDB, PP e até do PSDB. Como Calheiros, Sarney, Barbalho, Eduardo Cunha, entre outros.

            Depois querem blindar a investigação da LAVA JATO. Para livrarem as acusações que já colocaram diversos na cadeia. Entre os quais alguns dos acima referidos. E aí, como menciona na mesma publicação o ilustre colunista de Zero Hora, que reside nos EEUU, aproveitam até o velório da falecida Dona Marisa Letícia para dizer que a causa da morte dela decorreu da LAVA JATO.

            Absurdo dos absurdos. Aproveitamento de um velório para fazer politicagem barata, indecente e inescrupulosa. Como se fosse a LAVA JATO que causou o desemprego de mais de 12 milhões de brasileiros. Não os desmandos do PT sob comando de LULA e sua gente. Incluindo a já superada ex Presidente DILMA. E pasme-se, entre os indecentes para aproveitar o ato em seu favor estava o Bispo de Blumenau que ao encomendar a falecida, criticou o governo Temer. Como se fosse culpado o substituto pelo AVC na ex-primeira dama.

            A verdade é que as manifestações que levaram o povo para as ruas queria derrubar não apenas o governo corrupto. Mas o governo arrogante, que se achava na condição de tutelar o País como suposta defesa de quem, ele governo petista, entendia como oprimido. O que tão bem foi captado e está sendo exposto pela imprensa brasileira. Incluindo David Coimbra. Agora é momento de trabalhar, de consertar o que a “camarilha” destruiu e de recompor o País. Não se jogar culpa em ninguém Isso os operadores da LAVA JATO vão fazer, com certeza. E esperemos que com firmeza. Colocando mais gente na cadeia.




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Ministro indicado para ministro

A única explicação que eu vejo para nomeação de Alexandre de Moraes para a vaga de Teori no STF é que Temer quer mesmo é se livrar do auxiliar. Pois se o critério da opção foi o de promover equilíbrio na Corte (leia-se defesa do governo), Temer pode tirar o cavalo da chuva. Moraes é um bomba relógio. De um jeito ou de outro as razões que levam o ministro da Justiça ao STF são apenas políticas. E não era para ser assim.

Rancho King apresentará resultados, falará da valorização do arroz e projetará o mercado de 2017

Dia de Campo marcará o 10º ano da empresa

Nesta quinta-feira, 9 de fevereiro, a Sementes Rancho King, de Camaquã, realiza o seu Dia de Campo 2017. O encontro, que acontece na Fazenda Palma, marca os 10 anos da empresa, fundada pelo empresário Paulo Fonseca.  

O início está previsto para 8h da manhã, tendo como ponto de partida a apresentação, pelos especialistas do Instituto Riograndense do Arroz (Irga) das lavouras cultivadas com as variedades 424 RI, 428, 429. Depois, é a Embrapa que apresenta os resultados das variedades BRs Pampa e BRs Pampeira.  Os resultados da adaptação de dez cultivares de soja na várzea também serão mostrados.

Às 10h,  se instala uma mesa de discussões, na qual os especialistas convidados debaterão o manejo de arroz para alta produtividade e os projetos “10 +”, “Soja 6.000” e o de “Valorização do Arroz no Brasil”.

A diretora da Rancho King, Betania Longaray Fonseca encerra a parte da manhã com a palestra “Semente Certificada - Custo ou Investimento?” Após o almoço, haverá o painel Perspectivas sobre o Mercado de Arroz 2017, tendo como palestrante o analista de mercado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sérgio Santos. Essa apresentação encerra o evento.  


Um ônibus para fazenda Palma será colocado a disposição dos participantes, com saída às 7h30min da unidade de beneficiamento da Rancho King, BR 116, KM 398. Maiores informações pelo telefone 3671 2968 ou 9 85999160. 

Por Alex Soares

sábado, 4 de fevereiro de 2017

PERDA

Minha solidariedade à família Mendes Longaray pelo passamento da senhora Mary Nelma, viúva do seu Antônio Longaray (in memorian). Especialmente ao amigo Helder Mendes Longaray e suas irmãs, pela perda da mãe, e ao amigo Arilei Mendes, mano da dona Mary Nelma. Força!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Irga é o grande homenageado da 27ª Abertura da Colheita



Objetivo da Federarroz é compartilhar com a sociedade o reconhecimento ao órgão  
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A 27ª  edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz, a ser realizada entre 16 e 18 de fevereiro, na Estação Experimental do Irga, em Cachoeirinha, celebrará a relevância do trabalho de pesquisa que o órgão vem desenvolvendo para o arroz brasileiro. Esta foi a principal mensagem passada pelos organizadores do evento, em coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (16).

Henrique Dornelles, presidente da Federarroz, disse que o Irga tem uma base essencial e indispensável para a manutenção da produção de arroz:

“A manutenção do Irga e o bom desenvolvimento do instituto é uma questão de manutenção da segurança alimentar brasileira"

Dornelles também comentou que num cenário onde outros estados vêm diminuindo produção e produtividade, o trabalho do Irga se torna fundamental para uma projeção de 9 milhões de toneladas, que corresponde a 75% da produção brasileira.

O que mais disse o presidente da Federarroz:

Local do evento:
"Trouxemos a abertura aqui para esta estação, pois é aqui que nasce a tecnologia para nossas lavouras. Assim, queremos valorizar este órgão, compartilhando esta visão que temos com a sociedade gaúcha e brasileira”

Atrações da 27ª Abertura:
"Traremos contextos com análises críticas do mercado, tanto no setor produtivo quanto nas indústrias e varejo. Vamos abordar as mudanças econômicas que estamos vivenciando e como passar por este momento conturbado"

Sobre recente relatórios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura:
"Não se detecta qualquer resíduo de produto químico no arroz gaúcho. Isso se deve a um trabalho de difusão e tecnologia"

Espaço para soja na abertura
"A soja é uma ferramenta que não estará desconectada da lavoura de arroz”


Já o presidente do Irga, Guinter Frantz, falou na entrevista sobre a satisfação de o órgão estar recebendo o principal evento do setor arrozeiro no país em sua sede. Ele lembrou dos projetos de produção e incentivo ao consumo do arroz que estão sendo desenvolvidos pelo instituto, como a formulação de materiais resistentes à doenças e que use menos defensivos agrícolas.

Disse Frantz:
"Nosso produtor precisa ter mais renda. Além da pesquisa, nos preocupamos que o produtor tenha rentabilidade e consiga enfrentar problemas como o clima e os custos de produção

(Fonte e fotos: Federarroz/AgroEffective)

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