segunda-feira, 12 de setembro de 2011

SEMANA FARROUPILHA 2011 PROGRAMAÇÃO




Realização: Prefeitura Municipal de Camaquã, Brigada Militar, 16ª Região Tradicionalista e CTG Camaquã





Dia 10 de setembro - sábado
17h - Chegada da Chama Crioula no CTG Camaquã
18h - Abertura Oficial da Semana Farroupilha.
Ronda- Piquete Cavaleiros de Camaquã e Núcleo dos Colorados

Dia 11 de setembro – domingo
08h – Ronda- Piquete Amigos Gremistas
13h – Ronda- Piquete Cepa Crioula
18h – Ronda- Piquete do MCJ – Movimento de Casais Jovens
18h – Café de Cambona – CTG

Dia 12 de setembro – segunda-feira
08h – Ronda- Piquete Bento.com da EMEF Bento Francisco Dias e Piquete Maldomados da EMEI Cypriano José Centeno
13h – Ronda- DTG Raiz da Fraternidade e EMEI Irmãs Bernardinas
18h – Ronda- Piquete J.A.
19h – Abertura Torneio de Truco

Dia 13 de setembro – terça-feira
08h – Ronda- EEEF São Bernardino de Sena
13h – Ronda- Piquete Amigos da Tradição
18h – Ronda- Piquete Raiz de Açoita
19h – Continuação do Torneio de Truco

Dia 14 de setembro – quarta-feira
08h – Ronda- DTG Querência da EMEF João Beckel
13h – Ronda- EMEF 15 de Novembro e EMEF Rui Barbosa
18h – Ronda- CTG Rodeio da Tradição e Galpão da Figueira
20h – Missa Crioula – CTG Camaquã
21h – Continuação do Torneio de Truco

Dia 15 de setembro – quinta-feira
08h – Ronda- DTG Tio Oly Corleta - APAE
13h – Ronda idem
18h – Ronda- Piquete Núcleo de Cavalos Crioulos e Piquete Os Coronéis
20h - Tertúlia

Dia 16 de setembro – sexta-feira
08h – Ronda- Colégio Estadual Sete de Setembro
13h – Ronda- EMEF Sepé Tiaraju
14h – Retirada da centelha farroupilha pela EMEF Rui Barbosa
18h – Ronda- CTG Sentinela Farroupilha
19h- Torneio de Truco Cego – CTG Camaquã
23h – Baile com conjunto Madrugada Campeira

Dia 17 de setembro - sábado
08h – Ronda- Piquete Os Medonhos
09h – Concurso de Prendas e Peões – CTG Camaquã
13h – Ronda- Piquete Lauri dos Santos
14h – Abertura do Rodeio Farroupilha – CTG Camaquã
18h – Ronda- Piquete Barbosa Lessa
23h – Baile com conjunto De Bota e Bombacha

Dia 18 de setembro – domingo
08h – Ronda- Piquete Panela Preta
9h – Apresentação de Invernadas Artísticas
13h – Ronda- Grupo de Folclore OS Guapos de Camaquã
14h – Apresentação de Invernadas Artísticas
18h – Ronda- Piquete Tropeiros de Camaquã e Piquete Os Tauras

Dia 19 de setembro – segunda-feira
08h – Ronda- Centro Social Urbano
13h – Ronda- Aconchego dos Caranchos
18h – Ronda- Piquete Acasa – Associação Comboio Amigos Sul-América
19h30min- Sessão Solene da Câmara de Vereadores
23h – Baile com conjunto Os Campesinos do Sul.

Dia 20 de setembro – terça-feira
09h – Desfile Farroupilha pela ruas centrais da cidade
13h – Ronda- Prefeitura Municipal.
14h às 17h – Apresentação de Invernadas Artísticas
17h – Extinção da Chama Crioula (Fogo de Chão)
Solenidade de encerramento da Semana Farroupilha/2011
Homenagem aos cavaleiros que transladaram a Chama de Taquara a Camaquã.

sábado, 10 de setembro de 2011

Malucos Beleza

Camaquã está ficando séria demais. Será que o crescimento de uma cidade tem a ver com incapacidade de rir de si? É ruim se assim for. Aos poucos, o folclórico vem sendo substituído por uma racionalidade que chega a ser irritante.

Por exemplo, temo muito que a definitiva saída de José Cândido de cena, a política, fonte rica de personagens, também fique sem graça. E vem-me à cabeça o irmão Carolino, que depois de muito tentar, conseguiu se eleger a uma cadeira na Câmara. Era guri ainda, mas recordo que seus discursos, vestes e trejeitos davam o que falar. Da tribuna legislativa, irmão Carolino fez o célebre discurso dos ovos, que se não compõem, deveria fazer parte dos anais do Legislativo.

Nestas freqüentes rodas de família e de amigos, volta e meia vem à baila um ou outra figura, retida no imaginário. Loucos, bêbados, extravagantes ou excêntricos, eles ajudavam a formar a alma da aldeia. Ilustravam inevitavelmente sua paisagem, bem mais leve à época, engraçada, inocente.

Das mitologias locais, talvez a mais mística tenha sido mesmo a Cocota. Poucos sabiam o seu nome de batismo – se é que tinha certidão de nascimento. Sua casa era na Praça Donário Lopes, juntinho ao prédio dos Correios. No seu palacete imaginário erguido com caixas de papelões, ninguém chegava perto. Era invocada a Cocota! Detestava se a olhassem mais demoradamente. Aliás, nem sempre era preciso mirá-la firme para ser chingado e perseguido pela grisalha e judiada Cocota. Da sua boca, saiam os mais horrendos palavrões, dirigidos a quem ela imaginava querer invadir seu espaço. A Cocota dava medo. Um asilo foi sua última morada. E segundo uma rápida pesquisa, não faz muito tempo que ela se foi.

Outra figura memorável foi o Alvício. Brizolista fanático, depois de encher a cara nos botecos, rompia pelas ruas nas frias ou quentes madrugadas. Gritava embaralhado e o pouco que se entendia eram os nomes de Brizola e Getúlio Vargas. Faz um mês que o Alvício partiu. Também estava num asilo municipal. Já do lado da Arena, tinha o Praianinha. Impressionante que tinha uma época que o pequeno Praianinha parecia estar em todas as partes da cidade ao mesmo tempo. Foi o mordedor local mais consciente que se tem notícia. “Dinheiro para o trago é para o trago, pra que vou mentir”, resumia em tom professoral o mais notório cabo eleitoral de Paulo Costa e Marco Aurélio Pereira.
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“E com eles foi-se também uma atmosfera provinciana”
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Tinha também a Bailarina. Negra magra, que tinha problemas crônicos de coordenação motora. Ela fazia a alegria das meninas, principalmente, que adoravam imitá-la. O Pia Fom Fom, que caminhava por todo o centro e quando notava que chamava a atenção, coçava a genitália escancaradamente nas esquinas. Ato obsceno? Nada. Era infantil, engraçado. O Teixerinha (ou Pedro Cunha) era outro notório. Aonde chegava, de calça arremangada e pés descalços, pedia comida. E assim ele ia enchendo o pandulho até chegar em casa, que ninguém sabia onde de era, ou se existia mesmo.

E tem o Cenourinha. Grande Cenourinha, que corria uma “10 São Silvestres” por ano. Para ele, toda a maratona tem esse nome. E tantos e tantos outros, como os folclóricos mais sociais, como o Jorge Atrib, o Carão e outros tantos.

É, essa gente sumiu. E com eles foi-se também uma atmosfera provinciana, que evaporou irreversivelmente. A verdade é que nossas prioridades e conceitos também mudaram. A mais marcante da nossa essência como cidade sempre foi essa capacidade que os camaqüenses têm de viver nesta permanente simbiose de classe, raças, idade. Tenho receio que isso também acabe. Temo nos tornarmos taciturnos demais, exageradamente certinhos e isolados em nossas metas e razões. Uma cidade precisar rir.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

SLS: Sindicato responde sobre o boicote ao desfile de 7 de Setembro

- A ausência dos professores e dos alunos no desfile de 07 de Setembro em São Lourenço do Sul, trata-se de uma manifestação pela implantação do Piso Nacional do Magistério e adequação ao Plano de Carreira e não de um boicote;

- A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Municipários de São Lourenço do Sul em conjunto com a categoria que formou uma comissão representativa. Esta comissão conta com representantes de todas as escolas municipais. As decisões são tomadas pelos professores em cada escola e levadas por seus representantes para a comissão e o Sindicato. Portanto, a ausência no desfile, assim como as demais manifestações anteriormente realizadas pela categoria foram decisões tomadas em conjunto;

- Os alunos não foram impedidos de participar do desfile. As comunidades escolares de cada educandário foram informadas e os pais apoiaram a atitude dos educadores. Ao invés de participarem das atividades no centro da cidade, eles foram até as escolas onde aconteceram momentos cívicos. Os pais também manifestaram preferência por atividades nas escolas ao invés de levarem os filhos ao centro;

- Assim que as atividades nas escolas foram encerradas, professores e diretores entraram em contato com a direção do Sindicato, manifestando contentamento, já que, com esta forma de comemorar a Independência do Brasil, a presença de alunos e pais foi maior do que nos desfiles de anos anteriores. A Independência do Brasil não foi negada, pelo contrário, contou com maior participação de educandos, pais e educadores;

- A direção do Sindicato entende que a ausência no desfile foi uma forma de manifestação silenciosa, ordeira, legítima e menos desagradável do que protestar no desfile, como ocorreu em várias capitais do Brasil neste 07 de setembro. Foi, apenas, uma forma inovadora de manifestar;

- Os professores, enquanto cidadãos, exerceram seus direitos lutando pelo respeito a lei, sem deixar de cumprir suas obrigações, já que realizaram as atividades cívicas nas escolas;

- Quanto a ausência das escolas estaduais de São Lourenço do Sul no desfile, cabe destacar que os professores estaduais aderiram a iniciativa dos colegas municipais.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Artigo: SITUAÇÃO INSUPORTÁVEL



A Gazeta Regional traz esta semana mais dois exemplos de que algo de muito errado ocorre em relação a forma como está sendo tratada a segurança do cidadão. Uma das matérias mostra um delinquente, preso pela quinta vez num prazo de 30 dias. Num outro caso, um responde por dez inquéritos e continua agindo desonestamente e tranquilo, livre.

Mais do que a conivência da legislação, impressiona o fato de não haver nenhuma sinalização no sentido de mudar isso. Ou seja, leis mais rígidas, que impeçam o crescimento da banalização da prisão. Em todos os poderes, a sensação que se tem em relação a uma sonhada mudança é a de franca inércia.

Não é mais suportável chefes de família, trabalhadores, terem de se levantar em plena madrugada para contabilizar prejuízos causados pelos mesmos marginais que dias antes roubam o seu vizinho e são presos. É um abuso de ineficácia do Estado, que gera uma colossal sensação de impotência entre as pessoas de bem. O ciclo é cansativamente o mesmo: o cidadão é prejudicado, denuncia, a polícia prende e juízes cumprem o que diz a cartilha, extremante condescendente com os criminosos.

Soma-se ao defeituoso Código Penal vigente, a falta de um sistema carcerário que funcione. No caso de Camaquã e da Região, a questão presidiária chega a ser irônica, já que tínhamos o anúncio e a assinatura de uma nova prisão, que foi negada pelo atual governo estadual.

O tema é mais do que relevante e merece um aprofundamento imediato. E uma das primeiras ações a serem feitas para mudar este quadro é a cobrança de mudança aos nossos representantes políticos, que podem trabalhar esta situação interminável. Não é mais suportável que homens e mulheres de bem tenham já se transformado em motivos de chacota da marginália, que pelo jeito, nada tem a perder.

Leg