O político Jorge Alberto Mendes Ribeiro Filho tem muitas virtudes. Não fosse isso, não estaria em seu sétimo mandato eletivo entre vereador, deputado estadual e federal. O cidadão Mendes tem outras tantas. Uma, em especial, responde à satisfação coletiva com a qual foi recebida sua indicação a uma das principais pastas da República, na semana passada.
Até nem falo da mais notável de suas demonstrações de fidelidade: a que lhe fez amarrar seus laços com a presidente Dilma. Mas de sua lealdade cotidiana, oferecida a aliados, apoiadores, amigos. Já presenciei momentos em que o mundo conspirou contra alguém, escorraçou e condenou esse alguém. Mendes não. Era preciso primeiro se certificar, falar com o individuo. E antes que os interlocutores tentassem lhe arrancar uma sentença, Mendes disparava em tom de advertência: “ele é meu amigo”.
Mendes Ribeiro aprendeu logo aquilo que essencialmente move pequenas e grandes conquistas: a amizade. Na sua trajetória política construída sob muito suor, optou por sempre fortalecer isso. Se destacou ao valorizar as relações, enquanto a maioria dos seus pares faz isso sazonalmente, efemeramente.
O peemedebista pegou a mão de Dilma quando o tucano José Serra surfava bem à sua frente nas pesquisas. Foi voto vencido quando pediu unidade em torno da chapa apoiada por seu partido. Chegou a ser vaiado pelos companheiros, que apostavam no paulista. A antiga relação com o casal Dilma-Araújo e a certeza que ela venceria e que, acima de tudo, seria uma grande mandatária, falaram mais forte. Jorge Alberto Mendes Ribeiro Filho se tornou ministro, nesta terça-feira. E isto só foi possível pela combinação desta convicção de postura, de um faro invejável de futuro e, claro, de sua exemplar probidade. E é por tudo isso e por outras que os camaquenses sentiram orgulho desta promoção.
O Ministério da Agricultura não é o mais importante desafio deste portoalegrense, filho de um dos maiores jornalistas gaúchos e que enche a boca quando se refere à Sua Camaquã. Pode ser o de maior vitrine e mais complexo, mas a sua maior missão mesmo foi completar até aqui sua peregrinação política irretocavelmente devoto aos mandamentos sagrados da vida pública. Quando terminar este trecho, Mendes Ribeiro estará mais pronto ainda para outras caminhadas. Alguém duvida?
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Novo Templo
domingo, 28 de agosto de 2011
São Lourenço do Sul vence o Freio 2011
Amanhã, na programação da RC, a cobertura completa do primeiro final de semana da Expointer 2011. Colacaremos no ar as entrevistas que fiz com o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, com ex-ministro da Agricultura, Pratini de Moraes e com os vencedores do Freio de Ouro 2011.
sábado, 27 de agosto de 2011
Já no parque
Já estou em Esteio, para a cobertura de mais uma Expointer. Mais uma vez, dificuldade para ingressar no parque Assis Brasil. Nada menos do que 1 hora e meia engarrafado no trânsito da avenida Celina Kroeff, aguardando para entrar no estacionamento. Além dos boletins e programas ao vivo que farei daqui para a RC, irei aqui no blog, atualizando informações e postando algumas imagens que julgar interessantes.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Mendes toma posse
sábado, 20 de agosto de 2011
Guarany é batido em casa
O Bugre jogou mal e em casa foi batido pelo seu xará de Bagé, por 1 x 0. O Guarany de Camaquã teve duas expulsões - Dudu Lence, no primeiro tempo e Alex Silveira, na segunda etapa. O Guarany está agora na última colocação da chave Campanha, com apenas dois pontos ganhos.
A catarse de um símbolo
Não, José Cândido não era um sujeito convencional. Tinha tudo para ser, mas não foi. Nascido e criado em berço abastado, ele tinha tudo para seguir a cartilha social recomendada. Até ensaiou, mas não conseguiu. De intocável, optou em enveredar por outra trilha. Cedo, sentiu-se melhor em meio à palutéia e dela não se desgrudou mais. O bom acolhimento foi decisivo à opção de vida que fez: a política. Foram quatro mandatos – um como vereador e três como prefeito.
No setor público, guindou e elegeu gente. Fora dele, ajudou outros tantos. Da conta de luz atrasada ao quarto de vaca para o casamento da filha, lá estava a mão do Tio Zé. Ele entendia como poucos essa sinergia. Dinheiro trocado nos bolsos, na porta do gabinete, chamava um a um. Às vezes, com alguma advertência, alcançava cinco reais para um, 10 para outro e assim ia. Por ter lido bem a faixa carente e suas demandas mais primárias, fazia isso de maneira instintiva. Os críticos de Zé Cândido nunca lhe pouparam rótulos. Para eles, o trabalhista “comprava os pobres, os explorava”. Se olhar invertidamente, Zé Cândido é que foi o explorado.
Se na política tinha o controle total das rédeas, na vida pessoal ele resvalou muito. Quando se encaminhava para um final de cancha previsível, tranquilo, deu uma mancada fatal. Zé Cândido viveu os seus derradeiros anos entre a excitação ilusória de uma nova perspectiva ao quase abandono. Uma quinzena de anos antes, ninguém imaginava que José Cândido de Godoy Netto se despediria como um quase sem-teto, sem plano de saúde e tendo que pedir dinheiro emprestado.
A conta do hospital em que viveu seus últimos instantes foi paga por terceiros. Em 1999, quando este colunista fazia a assessoria de imprensa do seu último governo, entre seus impulsivos acessos de fúria e as tantas histórias que contava, refletiu em voz alta: “O dia que eu não conseguir pagar mais minhas contas, eu me mato”. Isso acabou não se cumprindo, mas era certo que da vida ele tinha se desencantado.
(Coluna publicada na edição semanal - 19 de agosto)
No setor público, guindou e elegeu gente. Fora dele, ajudou outros tantos. Da conta de luz atrasada ao quarto de vaca para o casamento da filha, lá estava a mão do Tio Zé. Ele entendia como poucos essa sinergia. Dinheiro trocado nos bolsos, na porta do gabinete, chamava um a um. Às vezes, com alguma advertência, alcançava cinco reais para um, 10 para outro e assim ia. Por ter lido bem a faixa carente e suas demandas mais primárias, fazia isso de maneira instintiva. Os críticos de Zé Cândido nunca lhe pouparam rótulos. Para eles, o trabalhista “comprava os pobres, os explorava”. Se olhar invertidamente, Zé Cândido é que foi o explorado.
Se na política tinha o controle total das rédeas, na vida pessoal ele resvalou muito. Quando se encaminhava para um final de cancha previsível, tranquilo, deu uma mancada fatal. Zé Cândido viveu os seus derradeiros anos entre a excitação ilusória de uma nova perspectiva ao quase abandono. Uma quinzena de anos antes, ninguém imaginava que José Cândido de Godoy Netto se despediria como um quase sem-teto, sem plano de saúde e tendo que pedir dinheiro emprestado.
A conta do hospital em que viveu seus últimos instantes foi paga por terceiros. Em 1999, quando este colunista fazia a assessoria de imprensa do seu último governo, entre seus impulsivos acessos de fúria e as tantas histórias que contava, refletiu em voz alta: “O dia que eu não conseguir pagar mais minhas contas, eu me mato”. Isso acabou não se cumprindo, mas era certo que da vida ele tinha se desencantado.
(Coluna publicada na edição semanal - 19 de agosto)
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Mancehetes Gazeta Regional edição 19/08
Zé Cândido sai de cena
Matéria completa sobre a história e os últimos anos do ex-prefeito de Camaquã, falecido no último sábado.
Camaquã
Prefeito devolve doação de verba para área do presídio
Camaquã
População define saúde como a prioridade para receber investimentos
Cidades
Prefeitura lança terceira etapa do Nota Parceira em Camaquã
Esporte
Empate com o São Paulo de Rio Grande devolve confiança ao Guarany
São Lourenço do Sul
400 servidores paralisam e manifestam pelas ruas da cidade
E mais: as colunas de Alvorino Osvaldt, Oberti Martins, Celiomar Garcia e Alex Soares. Os flagrantes sociais, a cobertura esportiva
Tudo isso na Gazeta Regional desta semana
Gazeta Regional: o Nosso Jornal
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Mendes Ribeiro será o novo ministro da Agricultura
Com a nomeação de Mendes Ribeiro no Ministério da Agricultura, volta à Câmara Federal Eliseu Padilha, que o primeiro suplente. Padilha, que nunca poupou bola nas costas de Mendes, ironicamente agora, tira uma casquinha do prestígio mesmo Mendes para voltar à cena política e sair do ostracismo.
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