domingo, 11 de abril de 2010

Guarany leva 2 em Bagé

Comentei para 1420 AM - Rádio Tapense o jogo dos Guaranis, na tarde deste sábado, em Bagé. Uma jornada que infelizmente foi negativa para o clube representante da Costa Doce na competição. Levou 2 x 0 do time da casa.

O resultado final foi o preço pago pela desatenção inicial. Tivesse, entretanto, terminado a parte empatada ou mesmo com uma vitória do Guarany, nada de estranho e de injusto haveria. O problema é que os gols aconteceram logo cedo. Aos sete minutos, os bajeenses já tinham feito o escore. Duas bobeiras da zaga definiram o resultado, que seria o definitivo.

E reside na capacidade de o Guarany de Bagé ter preservado resultado a razão do placar ter se mantido até o fim. Depois do susto, o Guarany de Camaquã conseguiu aos poucos se compor. Reorganizado, buscou emparelhar o escore até o fim. Em campo, porém, encontrou um bloqueio muito bem armado dos adversários. Com uma zaga bem postada e um meio de campo recuado, o Guarani da casa bloqueou as jogadas de área do homônimo camaquense. E assim foi até o fim.

No segundo tempo, isso se tornou mais explícito ainda. Com uma forte marcação, o ataque do GC não conseguiu produzir o que sabe. A entrada do centroavante Valdir no lugar de Rafael, no intervalo, deu mais mobilidade ao time e as descidas até ficaram mais promissoras. Assim como foi válida também a entrada de Belmonte (Fábio), avançando assim a meia-cancha. Mas repito: o paredão formado pelo time bajeense foi implacável.

A estréia dos reforços – Teda e Claiton - se não foram positivas como se esperava, não comprometeram. Teda é um ala técnico, que avança e mostra boa mobilidade. Mas o problema da ala direita é de cobertura. Corrigir isso tem se constituído a principal tarefa de Geraldo Delamore. Claiton correu, se esforçou, é capaz. Chegou a chutar uma bola na trave no segundo tempo. Mas o gol não saiu. Mas é bom ponderar: são estreantes e estão se adaptando ao esquema e aos companheiros.

Um 2 x 0 fora de casa é normal em qualquer competição. Na segundona, mais ainda. E é bom que se registre: quando uma equipe leva 2 x 0 com menos de dez minutos, é
forte a tendência de a maionese ir azedando ao longo do jogo. A moral cai e o esquema tem de ser remontado. E o ônus do desespero geralmente são as ampliações de placar.

Mesmo saindo derrotado de Bagé, o Guarany mostrou uma interessante virtude: o da personalidade. Em nenhum momento se acomodou ou se intimidou com o resultado. Faltou a jogada final. Mas isso, os anfitriões é que souberam evitar.

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